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sábado, 20 de agosto de 2011

Análise: Professora Sem Classe



Comédia é um gênero já de certa forma manjado no cinema. Conhecemos todas as fórmulas e todas as maneiras para fazer a plateia dar um riso. Comédias verdadeiramente originais praticamente não existem, e se existem, podem ser mais facilmente encontradas na televisão, ambiente com muito mais espaço para experimentação do que o cinema.

Dito isso, Professora Sem Classe (Bad Teacher, 2011) pode não ser original, mesmo sua temática mais adulta se perde dentre todas as outras comédias do ano, mas consegue tudo o que as comédias almejam: fazer rir.

Aqui, Cameron Diaz, que está chegando perto das quatro décadas de existência mas tem ainda muito oferecer (como faz questão de mostrar na cena do lava-jato), faz a professora Elizabeth Halsey, tudo o que uma educadora não deveria ser. Em busca de um marido rico que pague sem reclamar pela vida que ela acha que merece, ela culpa seu fracasso nos seus peitos de tamanho médio e busca, de toda forma possível, os caros implantes de silicone.

O elenco de apoio é simplesmente incrível. Jason Segel, da famosa série How I Met Your Mother, faz o professor de ginástica apaixonado por Elizabeth. E temos várias participações, mesmo que pequenas, de rostos conhecidos da televisão, propagandas e outros lugares. Destaque para John Michael Higgins, coadjuvante de luxo de diversas sitcoms como o diretor do colégio, Jerry Lambert, o ótimo garoto propaganda do Playstation e Eric Stonestreet, em um papel completamente oposto àquele que o fez famoso em Modern Family.

Mas os melhores atores nesse elenco secundário são sem dúvida Justin Timberlake, saindo de seus papeis de garotão mais óbvios para um papel de um puro imbecil (prepare-se para morrer de rir na cena de sexo), e Lucy Punch como professora rival e completo oposto da protagonista.

A única parte sem graça dos personagens coadjuvantes são as crianças, que não passam dos clichês clássicos de todo filme de escola. Temos a patricinha versão miniatura de Cameron Diaz, o garoto sensível aspirante a poeta, a CDF que faz tudo pra agradar os professores, e a boa adição de um sósia mirim de Robert Pattinson, carinhosamente apelidado de “Twilight”.


Com esse bom elenco de apoio e um papel bastante diferente para Diaz, a motivação estapafúrdia da trama acaba se tornando palpável, o que resulta em boas e longas risadas.

Os clichês do final ainda estão lá, na forma das lições aprendidas e epifanias puritanas, mas a personagem, felizmente, continua a mesma mulher perigosa com olhar de ressaca e Louboutins destruídos em cima da mesa. As lições foram aprendidas, mas as atitudes não mudaram.

Veredito:

Ótima comédia, garantia de boas risadas. Definitivamente recomendo. Mas não espere nada revolucionário.

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