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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Year In Review 2010

Mais um ano se acabou, e esse foi muito bom para a maioria das formas de entretenimento, e como eu só falo disso aqui esta uma retrospectiva do ano no aspecto de cinema, televisão, video games, música e quadrinhos, afinal só entendo disso...


CINEMA


Como sempre, no começo de cada ano, nós recebemos os espólios do ano anterior, os filmes que estreiaram nos seus países de ori
gem antes do ano novo, mas que devido ao atraso só chegam aqui nos primeiros meses.
Esse ano os atrasados foram Amor Sem Escalas, Sherlock Holmes, Nine e a grande maioria dos filmes indicado ao oscar, principalmente os menores.
Mas 2010 foi um ano muito bom para o cinema, chegando com genialidades vindas de diretores de renome, para citar alguns: A Origem de Christopher Nolan, A Rede Social de David Fincher e Ilha do Medo de Martin Scorcese.
E a invasão dos quadrinhos ao cinema como sempre continua, mas dessa vez foi diferente, não vimos filmes de super-heróis famosos, esse ano foi o ano de adaptações de obras diferentes, mostrando o quanto os quadrinhos podem variar, e foram filmes muito bons: Kick-Ass: Quebrando Tudo, e Scott Pilgrim Contra o Mundo.
As comédias também tiveram bons representantes, Uma Noite Fora de Série, com os grandes comediantes Tina Fey e Steve Carrel e Um Parto de Viagem do mesmo cara que fez o ótimo Se Beber, Não Case.
Filmes infantis fizeram um sucesso extraordinário, também entre os adultos, Toy Story 3 não foi apenas a animação mais bem sucedida da história, como também foi o filme mais lucrativo de todo o ano. Outras estréias infantis foram os muito bons: Ponyo Uma Amizade Que Veio do Mar (atrasadíssimo), Shrek Eternamente, Meu Malvado Favorito e Megamente.
Acima de tudo 2010 foi o ano da consolidação do 3D no Cinema, com a tecnologia chegando finalmente a vários cinemas ao redor do globo fazendo assistir filmes na terceira dimensão facílimo, os grandes filmes do ano foram Fúria de Titãs (péssimo), Meu Mavaldo Favorito, a aposta da disney para o final do ano Tron: O Legado, o exploitation de Piranha 3D, Resident Evil: Afterlife trazendo a tecnologia de Avatar e o relaçamento em versão estendida do próprio filme que foi, quase sozinho, responsável pelo sucesso da tecnologia.
Para o Brasil foi um ano de contrastes, embora tenhamos presenciado o maior sucesso da bilheteria nacional, Tropa de Elite 2, outras estréias não foram tão maravilhosas, variando dos bons Chico Xavier e o Bem-Amado para o terrível 400Contra1.

TELEVISÃO

Qualquer ano visto no ângulo da televisão deve ser dividido em duas partes, antes e depois do Fall Season.
Antes do Fall Season o maior evento com certeza foi o final mais-que-perfeito da série que veio cativando uma legião de fãs por 6 anos, LOST. além disso, apenas as ótimas temporadas de outras séries de sucesso como Fringe, True Blood e V.
Já a temporada de estréias foi de certa foma fraca, mas trouxe duas séries de incontável qualidade e sucesso, são elas: Boardwalk Empire, apadrinhada por Martin Scorcese, e The Walking Dead, baseado nas HQs de sucesso de Robert Kirkman.
As comédias como sempre voltam com tudo, novas e interessantes estréias como Mike&Molly, dos criadores de Two and a Half Men e The Big Bang Theory, Better With You, dos criadores de Friends, e Running Wilde dos criadores de Arrested Development.
Os retornos provavelmente foram a melhor parte do Fall Season, series de grande sucesso como Fringe, Dexter, House e Mad Men voltaram, ao lado das ótimas comédias How I Met Your Mother, já em sua sexta temporada e Modern Family.



VIDEOGAMES




O ano de 2010 foi muito bom para os videogames, ja no começo do ano somos presenteados com Bayonetta e outros sucessos como God Of War III, Splinter Cell: Conviction e Bioshock 2 saíram logo em seguida, cada console teve um jogo de altíssima qualidade esse ano. O PC com Starcraft 2: Wings Of Liberty, o Wii com Super Mario Galaxy 2, o PS3 com Heavy Rain e o XBox 360 com Mass Effect 2. Mas nenhum desses pode ser comparado ao grande game do ano: Red Dead Redemption.

MÚSICA


O ano começou com o já-não-novidade sucesso estrondoso de Lady Gaga, com o clipe Alejandro e o sucesso de vendas do seu disco The Fame Monster.
Mas no final, o ano acabou pertencendo aos Rappers com dois dos maiores lançamentos do ano foram My Beautiful Dark Twisted Fantasy de Kanye West e Recovery de Eminem.
E como acontece todo ano, um filme se destaca por ter uma trilha sonora tao boa que vale a pena ser comprada a parte, e esse ano esse filme foi Scott Pilgrim Contra O Mundo, com seu CD com ótimos exemplares de música indie que retrata muito bem o cenário musical canadense.

QUADRINHOS

Nos quadrinhos tem algumas coisas que gostaria de comentar.

A primeira e a tomada do selo Vertigo pela Panini, que esta se empenhando muito para lançar varios encadernados além da revista mensal com muito boas histórias desse selo que era tido como amaldiçoado pelas editoras do brasil. Já que a panini faz um trabalho tao bom com a Marvel e a DC, espero que isso se repita com a Vertigo.
A prova disso foi o lançamento da muito aguardada (e atrasada) Sandman Edição Definitiva Vol.1 do grande autor Neil Gaiman, veio a um preço salgado, mas que vale a pena.
A continuação do lançamento da aclamada série Scott Pilgrim também merece destaque, principalmente para a atenção que a editora Companhia das Letras está dando para seu selo de quadrinhos, os Quadrinhos Na Cia. em breve os quadrinhos no brasil serão tão importantes quanto são nos estados unidos.
E finalmente tenho que falar sobre a série de Lanterna Verde, A Noite Mais Densa, de enorme sucesso, que confesso que ainda não li por nao acompanhar os lançamentos da DC, mas me arrependo muito e planejo mudar isso em breve.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Análise: AVATAR

Você conhece Avatar. A menos que tenha estado enterrado em baixo de dúzias de pedras escondido numa caverna você sabe que o novo filme de James Cameron foi o filme de maior sucesso comercial da história da humanidade.
Da mesma forma que você sabe que do mesmo jeito que esse filme tem muitos fãs ele também tem muitos críticos, e a maioria usa do mesmo argumento: O filme é previsível.

Antes de responder essa crítica, vamos dar uma olhada na história. No futuro, os homens já sabem viajar no espaço. e com a conquista da última fronteira eles descobriram uma pequena lua chamada Pandora, cuja geografia em muito se assemelha a da terra.
Esta lua desperta muitos interesses nos humanos, uma parte deseja destruir Pandora (assim como fez com a terra) para juntar Unobtanium, um material que vende por 20 bilhões o quilo. Já outro grupo, composto principalmente por cientistas, desejam estudar a fauna e flora do lugar, assim com seus nativos, os Na'vi, seres humanóides azuis de 3 metros de altura.
É aí que entra nosso protagonista Jake Sully, seu irmão gêmeo, Thomas, era um cientista trabalhando no 'Projeto Avatar' (embora nunca tenha sido chamado por esse nome no filme) em que mistura-se DNA humano e Na'vi para criar um ser híbrido que possa sobreviver à atmosfera e ambiente hostis aos homens. Esses híbridos seriam comandados remotamente pelos seus "pilotos" humanos por meio de transferência de consciência.
Bem, Thomas morre em um assalto, e seu irmão, confinado numa cadeira de rodas, é chamado para substituí-lo, já que ninguém quer perder um investimento grande como este. Jake assume um Avatar, sai andando pela floresta, encontra Neytiri e é integrado no clã de seu povo, enquanto ele se encanta cada vez mais com a cultura dos Na'vi, um de seus chefes quer se aproveitar desse nível de intimidade para descobrir maneiras de expulsá-los de suas casas e pegar mais Unobtanium.

Agora às críticas: o filme é previsível. Sim, sem sombra de dúvidas. Só de ler a sinopse e assitir o trailer não é preciso ser um gênio para descobrir o final. E conforme o filme progride mais óbvias as coisas se tornam [SPOILERS começam aqui] assim que Jake encontra Neytiri a primeira vez você que eles vão ficar juntos, assim que aparece aquele pássaro vermelho gigante você sabe que Jake vai domá-lo, assim que eles tentam transferir permanentemente a consciência da doutora Grace você sabe que eles vão fazer o mesmo com Jake [SPOILERS terminaram aqui] , sim o filme é previsível, a história nada mais é do que Pocahontas contada de outro jeito.
Mas qual é o problema disso? Porque um filme não pode ser simples? e devo lembrar do ótimo filme de 2001 Jogo de Intrigas (O) uma reimaginação moderna da clássica peça de Shakespeare Othello, qualquer um familiar com essa história sabe o que vai acontecer, mas em casos como esses não importa que rumo a história tome, o que importa é o mundo em que ela acontece.

E o mundo de Avatar é fantástico e (para o ódio dos críticos) complexo.
Volte um pouco o texto e dê uma olhada na minha sinopse do filme, ela tem 4 parágrafos, e eu usei apenas o último para contar a história, precisei de três para descrever o mundo em que ela se passava. James Cameron não poupou esforços para fazer de Pandora o mundo falso mais crível de todos.
E isso se mostra nos detalhes, em cada pedaço de planta, cada árvore. Cada animal, seja ele voador ou terrestre vive e respira como o mais real dos homens. Cada mosquito que passa pela tela tem sua própria fisiologia e anatomia. James Cameron invetou uma religião, uma cultura, um idioma. A riqueza de detalhes é tão grande que é impossível não se apaixonar por pandora.
E é claro que tudo isso não seria tão impactante caso a qualidade da produção não fosse boa. Mas, por sorte, os méritos técnicos do filme são os maiores. O mundo é cheio de cor e vida, as expressões nos rostos de cada Na'vi é real, cada músculo é animado, e mesmo quando os seres de computação gráfica dividem a tela com atores filmados, o efeito não perde sua realidade, pelo contrário, é quando você vê Neytiri por a mão no rosto humano de Jake que você pensa que ela tem que ser real, que nenhum computador poderia criar uma imagem com tanta perfeição.


O filme estreou pela primeira vez dia 18 de dezembro do ano passado, e minha análise só esta sendo postada agora. Isso é porque essa semana estreou por tempo limitado e só em salas 3D a edição especial estendida do filme, com 8 minutos de cenas inéditas.
Quem não teve oportunidade de assistir ao filme no cinema, ou que não pode vê-lo em 3D na vez que foi, indico que não percam essa chance. Mas pra quem já assistiu, os únicos atrativos são as cenas extras. Vamos à elas:
No total, os oito minutos se dividem em 6 novas cenas além de extensões de poucos segundos a cenas já existentes, a primeira: mais exemplares da fauna local, durante o primeiro sobrevôo de Jake por pandora. a segunda: quando eles descem na floresta pela primeira vez, antes do encontro com o Titanoteres, Jake, Norm e Grace visitam os restos da escola onde Grace ensinava inglês aos Na'vi. a terceira: uma cena de caça, logo depois que Jake domina seu Banshee Voador. a quarta: a famosa cena de sexo de Jake e Neytiri, onde eles fazem uma ligação. a quinta: um ataque dos Na'vi contra os humanos, com vítimas. e a sexta: Jake fazendo as pazes e sacrificando Tsu'tey o segundo líder do clã.
Cada uma dessas cenas, sem exceção, fazem um ótimo trabalho em trazer novo fôlego ao filme, fazendo valer mais um ingresso para quem já assitiu. E para os fãs do 3D de "coisas jogadas na sua cara" a nova cena de caça é um banquete.
Fiquei surpreso como, mesmo vendo o filme pela quarta vez ainda consegui me surpreender com a beleza de pandora, não me canso de viajar para esse mundo, e mal posso esperar pelo Blu-ray edição especial de colecionador, que contem o filme com 15 minutos de cenas extras.

NOTA:
Avatar: 10,0

P.s.: Tenho um professor que infla o peito para dizer que James Cameron é um louco porque em uma entrevista ele disse que "os Na'vi tem muito o que nos ensinar", e como foi ele quem criou os Na'vi é ele quem deveria ditar as novas regras do mundo. Espero que todos que leiam esse blog compartilhem do meu sentimento quando eu digo que tal crítica, de tão absurda, nem deve ser glorificada com uma resposta.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dica: Fall Season 2010

O Fall Season é a temporada de estréia das séries americanas, onde as novas séries nos deliciam com seus (na maioria das vezes bons) pilotos, as séries que já existiam voltam com novidades, e as séries que foram canceladas não aparecem mais.

Então aqui estão as minhas escolhas para o Fall Season desse ano, se você gosta de séries de TV sabe que tem muitas novidades interessantes esse ano, eu já assisti o piloto de todas essas séries, menos de duas, uma que já baixei mas não assisti ainda e uma que ainda não estreou.

Lembre-se que isso não é um [TOP], apenas uma lista indo por ordem alfabética, e que vou me conter apenas com as séries novas, já que se você se interessa por séries imagina-se que você já sabe as que gosta que estão voltando.


Boardwalk Empire

Série que conta a história (quase) real de Nucky Thompson (baseado em Enoch Johnson) e sua vida mafiosa junto com outros personagens reais e famosos como Lucky Luciano e Al Capone. Se passa nos anos 20 na época em que a lei seca acabara de entrar em vigor e vender alcóol ilegalmente dava muito dinheiro. A série apadrinhada por ninguém menos que Martin Scorcese é também criada por Terence Winter, o criador da mais famosa série mafiosa de todas, Família Soprano. Com selo de qualidade HBO.


Nikita

A CIA cria a arma de matar perfeita, mas não dá inteiramente certo, e ela (sim, uma mulher) passa a ser o alvo prioritário da agência. Geralmente não gosto de séries desse tipo (me lembra de Humam Target, que pra mim foi meio que uma decepção) mas a cada novo comercial que vejo, tenho mais vontade de assisti-la.


No Ordinary Family

A história do quarteto (não tão) fantástico. Família que estava cada vez mais separada emocionalmente e decide sair em uma viagem para o Brasil (pasme!) e acaba num acidente que gera super poderes para cada um. É como Heroes mais engraçado e com mais efeitos especiais.


The Event

Mais uma que vem querendo se tornar o novo Lost. Esta é mais uma série que prometa diversas perguntas e nenhuma resposta, pelo menos não por enquanto. Eu não posso falar muito sobre ela porque eu simplesmente não sei o que diabos está acontecendo naquele troço. Só sei que tem um tal de um evento que vai acontecer, e que tem gente que sabe de alguma coisa.


UnderCovers

A nova série do gênio por trás de Alias e deus por trás de Lost. Essa se trata de um casal de ex-espiões que sai de sua vida pacata e normal para começarem a trabalhar juntos. Entretenimento divertido, engraçado e cheio de ação, do tipo que JJ Abrams sabe fazer.

The Walking Dead

Baseado na série de quadrinhos aclamada por ter revolucionado todo o gênero Zumbi. Fala sobre Rick, um policial que acorda de um coma no meio de um apocalipse zumbi, e se vê obrigado a tentar sobreviver.

Análise: O Inimigo Agora é Outro

O grande sucesso de 2007 Tropa de Elite deixou muita gente chocada, a atitude badass, bandido-bom-é-bandido-morto foi tida como novidade para muitos, filmes violentos já eram comum no cinema nacional, vide Carandiru e Cidade de Deus, mas pela primeira vez a violência era mostrada do lado certo da lei, com o Batalhão de Operações Especiais subindo o morro e matando toda sorte de traficante.
3 anos se passaram e Tropa de Elite voltou, e posso dizer que o filme não poderia ter tomado rumo mais inusitado.

Fato: a segunda aventura de Capitão (agora Tenente-Comandante) Nascimento é muito menos violenta e trás menos ação, a primeira cena pode levar a crer no contrário, mas não se deixe enganar, as grandes batalhas deste filme são travadas com palavras.
Como diz o subtítulo o inimigo agora é outro, e também é a forma de combatê-lo, Tropa 2 deixa os morros e parte para os prédios públicos do governo do Rio de Janeiro, se no primeiro filme o vilão era o traficante conhecido como o Baiano, na sequência Deputados e até o Governador entram como antagonistas.

Nascimento saiu do Bope, mas isso não funcionou e ele teve que voltar, agora no comando ele e Capitão André Mathias entram para cuidar da situação caótica que tomou conta da penitenciária de segurança máxima Bangu I, lá, eles fazem o que sabem melhor, atiram primeiro e perguntam depois. Quem não gosta desta atitude é Fraga, ativista dos direitos humanos e maior crítico do BOPE.

Em ano de eleição uma matança num presídio é catástrofe, e o governador queria que alguém pagasse por isso, como a população está do lado de Nascimento, este foi promovido para Sub-Secretário de Segurança, responsável por todas as escutas, sobrou para Mathias que foi expulso do BOPE e voltou para a polícia militar. Enquanto isso, Fraga é eleito deputado, junto com o Secretário de Segurança e o âncora de um programa de televisão de muito sucesso ao estilo Datena.
Em seu novo cargo, nascimento leva a Tropa de Elite a patamares nunca antes alcançados. A Tropa se transformou numa máquina de guerra que eliminou o tráfico em quase toda a zona oeste do rio, mas em vez de acabar com a corrupção, isso só fez os policiais corruptos perceberem que eles podem ganhar muito mais do que aquela "mesada" dos traficantes se eles tomassem conta da comunidade, criando assim as Milícias, que receberam apoio dos governantes que gostavam dos votos que viam das áreas dominadas.

O que o filme perde em ação, ganha em história. É claro que Nascimento não pode simplesmente juntar um grupo e atirar na cara do governador, todas as cenas de ação do filme juntas devem ser do mesmo tamanho dos primeiros minutos do primeiro filme. Esse filme também não tem tantas partes que podem se tornar bordões do povo brasileiro como no primeiro, com exceção de algumas frases exageradíssimas como "Cada cachorro que lamba sua caceta", "Quer me foder, me beija" e "Ele se acha o pomba das galáxias" duvido que a juventude fique repetindo frases do filme incansavelmente Brasil afora como foi no primeiro.
Embora possa estar exagerando e provavelmente até forçando uma comparação, mas vejo Tropa de Elite 2 como um Batman - O Cavaleiro das Trevas brasileiro. O primeiro filme foi ótimo e fez muito sucesso, mas o segundo trouxe uma história verdeiramente épica e magnífica, que vai continuar na minha mente por muito tempo.
A ação pode ser menor, mas o filme é muito mais tenso, a cada nova cena, a cada novo acontecimento, o espectador está com o coração na boca. José Padilha definitivamente nos trouxe um dos melhores filmes do ano.

NOTA:
Tropa de Elite 2: 10,0

domingo, 17 de outubro de 2010

Análise: O Escafandro e a Borboleta

Já faz algum tempo que quero começar um novo tipo de post, fazer Top 5's é divertido, mas chega a cansar, então aqui estamos, no primeiro Post do tipo "[Necessário]". O que isso quer dizer, você pode se perguntar. Bem, esse tipo de post vai fazer referência à obras que você simplesmente PRECISA conhecer, sejam elas livros, filmes, séries de tv, quadrinhos, jogos ou bandas, você tem que conhecer, e garanto que não vai se arrepender.
Não consegui pensar em obra melhor para começar do que O Escafandro e a Borboleta.
Jean-Dominique Bauby, era um famoso jornalista e escritor frances, editor da revista Elle do mesmo país, até que, no dia 8 de dezembro de 1995, sofre um gravíssimo acidente vascular cerebral que o deixa com a rara condição de Síndrome do Encarceiramento, que é quando todo o seu corpo fica paralizado, mas as faculdades mentais permanecem intactas. Jean-Do, como era chamado pelos mais íntimos, passou a se comunicar apenas piscando o seu olho esquerdo.
Para este fim foi desenvolvido o seguinte sistema: o emissor cita o alfabeto (em ordem de frequência das letras na lingua francesa) para Bauby, e ele pisca quando chega na letra que ele deseja, e assim, letra por letra, são formadas palavras e frases e aí por diante.
E foi desse jeito que Bauby (lentamente) escreveu o seu livro, onde nos banhava com memórias, sonhos e descrições de sua vida no hospital. Como ele próprio diz, o seu escafandro se tornava menos opressivo e sua mente tomava vôo como uma borboleta. Tudo na sua nova vida era relatado em mais um capítulo de seu livro: o ócio dos domingos, as memórias de suas várias viagens, suas idéias para uma peça que planejava escrever baseada em sua atual situação, a Cinecittá (uma parte do hospital que era tão bela que o lembrava de cenários de cinema), as visitas de seus amigos, seus sonhos e etc.
Além de seu olho duas coisas não estavam paralisadas, também diz em certo ponto, sua memória e sua imaginação, graças ao primeiro ele podia relembrar de como ele era bonito, charmoso, e com uma boa vida, lembra de seus três filhos, a quem dedicara seu livro, lembra de sua ex-esposa, e de barbear o seu pai e do pecado que planejava cometer contra a literatura (reescrever O Conde De Monte Cristo). Com sua imaginação ele poderia sair para jantar nos melhores restaurantes do mundo, beijar a Imperatriz Eugénie e "realizar seus sonhos de criança e abições de adulto"

O livro é maravilhoso mas é o filme que chama mais atenção. A Direção pesada de Julian Schnabel pode ser difícil para quem assiste, mas quem aguenta recebe em retorno uma das melhores experiências cinematográficas da década. Schnabel passa os primeiros quarenta minutos do filme nos mostrando o ângulo de Bauby (interpretado por Mathieu Almaric, como sempre, ótimo) na mesma posição de seu olho, só vemos o seu rosto torto em momento avançado do filme, não por coincidência, quando o personagem decide parar de ter pena de si mesmo.
Schnabel leva qualquer tipo de metáfora a outro nível, e não só o escafandro e a borboleta do título, o degelo ártico e até fotos de Marlon Brando entram na dança de símbolos e interpretações e resultam num filme inesquecível. Esses momentos tem seu ponto alto quando saem os diálogos e o filme passa a ser narrado por Bauby, são passagens dos livros e até mais, que unidos as mais diversas imagens fazem desse filme o mais próximo que o cinema chegou de pura poesia.
É uma pena que o verdadeiro Bauby não viveu o suficiente para ver sua obra se tornar num filme, e nem mesmo para aproveitar o sucesso de seu livro, pois morreu apenas dez dias após o seu lançamento, em 9 de março de 1997, aos 44 anos.

NOTAS:
O Escafandro e a Borboleta (Livro): 9,8
O Escafandro e a Borboleta (Filme): 10,0

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Artigo: 5 Músicas Felizes

Depois de fazer um top com o assunto mais tenso da história da humanidade (sério), me senti na obrigação de fazer um top com um assunto mais light.

Então aqui estamos, com uma lista de 5 músicas tão felizes que são garantia de estampar um sorriso na sua cara, não importa o que você esteja sentindo, ou seja, se você escutar alguma dessas músicas triste, duas coisas podem acontecer: ou você está muito triste e, nesse caso, não vai conseguir ouvi-la até o final, ou a tristeza vai passar e você vai sair por aí espalhando alegria como o melhor dos comediantes.

As músicas 4 e 5 são clássicos que não podiam faltar, mas eu queria que a lista ficasse bem atual então deixei as 3 primeiras com músicas de bandas recentes que ainda estão em voga e que você provavelmente conhece.



5) "Walking On Sunshine" de Katrina & The Waves (ou vários outros artistas)


4) "Here Comes The Sun" de The Beatles


3) "Good Life" de One Republic


2) "Fireflies" de Owl City (o clipe é mais feliz ainda)


1) "Daylight" de Matt&Kim

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Artigo: 5 Obras Definitivas Sobre O Holocausto

O Holocausto, aliás, a totalidade da segunda guerra mundial é um assunto que não termina, são incontáveis as obras que falam sobre ele, e por mais que o mercado esteja saturado de alemães e judeus o mundo não cansa de ver a mesma história por ângulos diferentes.

É fato que nenhum outro evento histórico conseguiu nos servir com tantas obras, desde filmes à livros passando por séries de televisão e quadrinhos. E, no meio de tanta oferta é difícil saber o que realmente vale a pena.

E antes de possíveis reclamações, O Diário de Anne Frank e O Menino de Pijama Listrado não estão aqui pelo simples motivo de que eu ainda não os li, e não posso colocar numa lista uma coisa que não conheço.

Todas essa obras são bastante acessíveis, podendo ser encontradas facilmente numa visita à locadora e em qualquer site de livraria. Enfim, aqui vamos nós.


5) O Pianista

Esse filme de 2002, dirigido pelo aclamado diretor Roman Polanski, conta a história de Wladyslaw Szpilman um pianista que reproduzia obras clássicas
numa rádio de varsóvia e é tomado de surpresa quando caem as primeiras bombas e começam as restrições aos judeus, ele passa toda a guerra fugindo e vivendo com condições mais que precárias em bunkers na casa de amigos ou em prédios abondonados.


4) Os Falsários

Filme alemão vencedor do oscar de melhor filme estrangeiro em 2007 conta a história de Salomon Sorowitsch, o maior falsificador do mundo, que é judeu, e é levado à um campo de concentração, onde é usado na operação nazista para falsificar libras e dólares para usar como fundo para os alemães. Por causa disso, ele e seu time ficam em condições privilegiadas, mas isso não significa que eles não tem problemas, afinal, ainda são prisioneiros.

3) Noite
Livro mais famoso do autor Elie Wiesel, que ganhou
o nobel da paz pelo conjunto de sua obra dedicada a lembrar o holocausto, conta sua história, de como ele sobreviveu aos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald, onde foi mandado enquanto ainda era um pré adolescente. Na foto, a pessoa que está marcada é ele.





2) A Vida É Bela

A única obra não-biográfica dessa lista, mas todos tem que concardar que tem seu lugar merecido, a história de um pai que está preso com o filho criança num campo de concentração e tenta
esconder dele os horrores e as mortes fingindo que é um jogo é, sem dúvida alguma, uma das mais belas obras do cinema. Ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro concorrendo com Central do Brasil, mas por mais que eu goste desse segundo, ele não pode ser nem comparado ao clássico italiano.






1) Maus
A prova de que quadrinhos não é coisa de criança: a obra definitiva sobre o holocausto é justamente a mais famosa Graphic Novel (livro em quadrinhos, para simplificar) de Art Spiegelman, conta a história do próprio autor ouvindo a história do pai, que foi um sobrevivente de Auschwitz, além da história ser belíssima, o livro ainda tem a revolucionária idéia de retratar os judeus como ratos (da forma que eram retratados nas propagandas nazistas), os nazistas como gatos e o exército aliado como cachorros. Esse é, definitivamente, o primeiro livro que você tem que ler se se interessa pelo Holocausto.